16 julho 2018

Coisas que se aprendem



No trabalho só temos de ir até onde a nossa responsabilidade obriga. Por vezes, toldados pelo sentido de brio profissional, temos para nós mais preocupações do que as que nos pagam para ter. Normalmente só conduzem à frustração porque também não temos autoridade para resolver essas questões.

Quando passei a delegar para os meus superiores as questões que deviam ser eles a ter como preocupação e que deviam ser eles a resolver, ganhei qualidade de vida, descompliquei o meu trabalho e libertei-me para ser a melhor profissional possível dentro da posição que ocupo na minha organização.

11 julho 2018

Baby Report | Curso pré parto II



Pelo que tenho percebido, não foi só em minha casa que se discutiu sobre se faria sentido fazer ou não este curso. Pelo feedback que tenho tido, há vários casais com a mesma dúvida. Vou dar a minha opinião que vale o que vale.

Eu acho que foi importante para nós fazermos esta preparação. O meu marido, que inicialmente não queria fazer o curso, mudou de opinião e hoje em dia acha que foi a decisão certa e vê a utilidade.
No início do curso, a Enf. Débora disse-nos algumas coisas que resumem bem aquilo que eu também penso e que vou partilhar. Ninguém precisa de um curso para ser pai e mãe. O principal estará sempre no nosso instinto. Mas para além disso, há sempre uma percentagem do processo para a qual nos podemos preparar e tornar a experiência melhor.

Ao nível do parto, por exemplo, acho que foi muito importante ficar a saber melhor quais os sinais do trabalho de parto e como reagir perante cada um. Numa altura em que quanto mais calma ficar e melhor souber reagir à dor antes de poder gritar por drogas melhor, ter uma ideia do que me espera e de formas de melhorar o meu bem estar só podem beneficiar todo o processo e diminuir a ansiedade e o stress. Claro que não sei se no momento em que me aconteça vou conseguir aplicar alguma das coisas que aprendi. Corro o risco de esquecer tudo, correr para o hospital à primeira contracção e entregar-me ao desespero, mas neste momento sinto-me mais confiante e acho que vou conseguir reagir melhor que isso!

Também as noções do pós parto, nomeadamente sobre a amamentação (e as dificuldades que poderei ter), como reagir às cólicas, técnicas para dar banho, cuidar do coto umbilical ou trocar fraldas vão ser muito úteis, certamente! Claro que o miúdo teria as fraldas trocadas e não passaria fome independentemente do curso, mas do nosso ponto de vista, aquilo que aprendemos deu-nos alguma confiança e acho que nos vai ajudar muito desde o primeiro dia. 

10 julho 2018

Baby Report | Curso pré parto I



Esta questão não começou por ser consensual lá por casa: eu queria fazer, o maridão nem por isso. Andei a investigar alguns sítios possíveis para o curso e percebi que há uma grande oferta, desde hospitais a centros dedicados a este tipo de cursos. Para além disso há opções gratuitas, mediante prescrição do médico de família, mas os horários são normalmente mais condicionados, por isso para nós acabaram por não ser uma opção.

Depois de comparar horários, planos e preços, e depois de recolhermos algumas opiniões, acabámos por optar pele Centro Pré e Pós Parto, em Entrecampos. Não podia estar mais feliz com a nossa escolha! Claro que não tenho comparação porque nunca fiz o curso noutro sítio, mas superou as minhas expectativas por isso estou satisfeita!

O CPPP fica em Entrecampos e as instalações são muito acolhedoras. A equipa – todas as pessoas com quem interagi até agora – foram uma simpatia e sempre disponíveis para esclarecer quaisquer questões. Mesmo quando pedi informações sobre o curso enquanto andava a pesquisar os vários centros, foram muito solícitos e fizeram-me chegar toda a informação rapidamente.

O curso divide-se em 7 aulas e há várias modalidades para se frequentar o curso: o formato normal de uma vez por semana ou em modo intensivo que ocupa 3 ou 4 semanas. Por uma questão de horários, nós optámos por fazer o curso em formato intensivo, durante 4 manhãs de Sábado. O preço é independente dos horários escolhidos e os cursos são iguais em termos de conteúdo. Temos sempre uma componente teórica e outra prática, em salas diferentes. Na parte prática, aplicámos técnicas de respiração, exercícios na bola de pilates, massagens (o meu marido queixou-se “então eu estou a pagar e venho aqui fazer-te massagens? Já eu adorei!), banho, trocar fraldas e amamentação.

A inscrição no curso dá acesso a vários conteúdos. Para além do curso em si, orientado por um enfermeiro, temos à disposição dezenas de workshops que detalham alguns temas (ainda não frequentei nenhum mas já tenho alguns temas debaixo de olho), uma semana de aulas de ginástica pós parto (havendo serviço de baby sitting assegurado por uma enfermeira e uma ama). Tem ainda uma Linha SOS 24 horas por dia, consultas de acompanhamento na gravidez e no pós parto – onde podemos fazer o teste do pezinho, pesar o bebé e ter apoio à amamentação - e uma sessão para os avós. 

Fiquei mesmo muito satisfeita com o que usufruí até agora e estou certa que na fase do pós parto continuarei a recorrer ao centro!

09 julho 2018

A despedida


A última catequese deste ano foi a última catequese que dei a este grupo fantástico de miúdos. Foram três anos de partilha, carinho e aprendizagem. Eles aprenderam comigo e eu aprendi com eles. Crescemos juntos e quero acreditar que um bocadinho dos valores que eles levam com eles tiveram o meu contributo.

Fiz o melhor que sabia para que ir à catequese fosse uma experiência boa para eles. Que sentissem a responsabilidade do percurso mas não deixassem de ser crianças a ser crianças. Brincámos, cantámos, conhecemo-nos e criámos relações.

Agora, pelo melhor motivo que podia ter – ser mãe –tomei a decisão de deixar de dar catequese e despeço-me deste grupo tão querido (pais e filhos) com o coração apertado de saudades antecipadas mas cheio de alegria por tê-los tido na minha vida. E, claro, esperança que consigamos manter o contacto e que não seja um “adeus” mas sim um “até já”.

06 julho 2018

Oito anos depois


Passaram oito anos desde que me pediste em namoro e que eu aceitei sem demora.
Estavas nervoso. Eu disfarço melhor.
Estávamos certos.

Continuas a fazer-me rir.
Fizeste de mim uma pessoa melhor.
Deixaste-me entrar na tua vida e moldar um bocadinho de ti.

05 julho 2018

Baby Report | Memórias


Sempre me imaginei uma grávida a guardar cada memória deste estado de graça. Fotos regulares, a evolução da barriguinha, muitos álbuns, diários de gravidez, tudo e mais alguma coisa.

Mas do que se imagina ao que acontece vai um caminho grande. O meu primeiro trimestre foi tão cansativo – entre o sono descontrolado e os enjoos constantes – que a minha ultima preocupação era registar os momentos. Só queria ir sobrevivendo a cada dia!

Depois passou a tormenta e comecei a sentir-me tão activa e tão feliz com a minha nova condição que resolvi começar a viver os meus dias com a normalidade de não-grávida (se é que isso faz sentido).
Entretanto, mais ou menos desde a vigésima semana, quando já se começava a notar a barriguinha e, na teoria, íamos a meio caminho, comecei a tirar fotografias semanais, em casa, para ir notando a evolução do perímetro abdominal. Que grande evolução que já se nota!

Gostava de fazer umas sessões de fotografia em cenários mais bonitos: uma praia ou um jardim… nada de profissional, só umas fotos bonitas para mais tarde recordar, mas ainda não tive oportunidade. Espero ter tempo de concretizar antes do miúdo resolver nascer.

O que tenho tentado manter actualizado é um diário escrito da gravidez em que vou deixando algumas notas de como me sinto, das alterações que noto, das minhas ansiedades e expectativas… enfim, as palavras que me vão no coração. E, claro, tenho sempre estes registos que vou deixando por aqui.

04 julho 2018

Balanço a meio caminho

Já passou meio ano! O tempo voa!
Das minhas resoluções para 2018, vamos ver como é que estamos:


Menos de 25% cumprido...
Mas outros que não foram escritos foram sendo feitos!
Mais 6 meses! Vamos ver o que faço deles.

02 julho 2018

Baby Report | Baixa


Nunca pensei receber tantas vezes o conselho: tenta que a tua médica te passe baixa e vai para casa descansar. Nunca pensei muito no tema, sempre foi uma questão para ser gerida à medida que a gravidez fosse decorrendo. Se continuasse com os enjoos do primeiro trimestre, tenho a certeza que teria ido cedo para casa porque era-me difícil ser produtiva com aquele mau estar. Foram meses dolorosos para mim que só aguentei porque coincidiram com o período de férias de Natal e Ano Novo e, em grande parte, porque não queria revelar a minha condição antes de concluir os três meses de gestação.

Depois disso, comecei a sentir-me tão bem fisicamente, que ficar em casa não me fazia sentido. Gosto de ter objectivos, de sair de casa arranjada para produzir coisas… tenho uma certa tendência para a preguiça por isso desconfio que se ficasse em casa desde cedo ia entregar-me a dias de pijama e comida.

A partir do sétimo mês, já comecei a notar alguma diferença. A minha barriga cresceu muito e o cansaço fez-se notar. Conduzir era o que mais me custava e entre ir e vir do trabalho, passava cerca de 1h45 atrás do volante. O miúdo não gosta da minha posição quando conduzo! Tentei pôr o banco mais para a frente e mais para trás, mais e menos deitado, mais alto e mais baixo… nada resulta! O pirata dá-me cada cacetada!

Comecei a chegar a casa mais cansada. As dores na lombar eram mais recorrentes. Algum inchaço nos pés e nas mãos. O que acabei como identificar como sendo contrações esporádicas no final de dias mais cansativos. Quando fui à consulta no final do sétimo mês, a minha médica perguntou se eu queria ir para casa. Tendo em conta a confusão que ainda havia no meu trabalho, sem substituto para o meu lugar, achei por bem adiar essa decisão. Mas concluído o oitavo mês, achei que era a altura certa.

Se tudo correr como esperado, estou a cerca de um mês de ser mãe. Mas isto não é uma ciência exacta, estou dependente da vontade do pequeno Francisco… neste mês a minha prioridade é andar tranquila, preparar as últimas coisas que ainda sejam necessárias e desligar-me dos problemas secundários do meu mundo. Porque o meu mundo está a mudar e quando nascer o Francisco, tudo o resto é segundo plano. 
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