Quando penso em andar de avião tenho dois sentimentos muito contraditórios. É que há o andar de avião como um meio para uma finalidade e há o andar de avião por si só.
Porque, por um lado, andar de enche-me de alegria porque significa que vou viajar, estar de férias, passear, conhecer novos sítios, divertir-me, namorar, rir, comer, ser feliz!
Mas por outro significa... bem... andar de avião. E o acto concreto de andar de avião, abstraindo-me da finalidade, é terrível! Detesto pensar em andar a não sei quantos mil metros de altitude! E eu sei que as estatísticas dizem que é mais seguro andar de avião que de carro mas é tudo tão definitivo que não consigo deixar de sofrer com a ansiedade!
E depois entra em ação o lado dramático aqui da menina e não há vez nenhuma que vá viajar de avião que não deixe uma "carta de despedida" em casa. Não a deixo à vista de ninguém que é para ver se ninguém repara que eu sou um bocadinho chanfrada, mas deixo num sítio que acho que há-de ser encontrada, com o título de "porque nunca se sabe". Não sou boa da cabeça, eu sei.
Hoje é o dia do regresso da Lua de Mel.
Quando chegar deito a carta fora. Até à próxima vez.