29 fevereiro 2016

Eu não percebo nada disto, mas também tenho opiniões

Sobre a noite dos Oscars: fiquei felicíssima com a vitória do Leozinho. Não só pelo seu papel no The Revenant mas porque acho que ele tem acumulado papelões nos últimos anos, todos tão diferentes e tão maravilhosos que já estava na hora do reconhecimento. E porque o adoro há muitos anos!

Leonardo DiCaprio, em Armani

E depois, a Red Carpet... não acompanhei ontem à noite mas hoje já dei uma vista de olhos pelo que se passou e devo dizer que, não me tendo deslumbrado especialmente com nenhum, houve dois vestidos que me aqueceram o coração:

Olivia Wilde em Valentino 

Cate Blanchett em Armani Privé
E depois aquelas facadas no coração que também, há sempre a desfilar nestas noites. A Heidi Klum que é um assombro de gira, cada vez me convence menos com as escolhas que faz. E se é verdade que podia vestir um saco de serapilheira que ia continuar linda, esperava mais da escolha dela para noites destas. E depois a minha querida Kate Winslet, que eu adoro, mas que teve uma travadinha no cérebro e aceitou vir vestida... disto. Não entendo!

Heidi Klum em Marchesa

Kate Winslet em Ralph Lauren

Gata em telhado de zinco quente


Sexta-feira houve noite de teatro. Desta feita, fomos ao S. Luíz ver a peça Gata em Telhado de Zinco Quente. Uma noite de muito frio e muita chuva mas também muita amizade e alegria. É sempre bom estar entre amigos.

Os personagens principais são a Catarina Wallenstein e o Rúben Gomes. Nunca tinha visto nenhum dos dois em teatro. Se por um lado acreditei na Maggie criada pela Catarina, afetada, sedutora, determinada, por outro lado o Brick, um ex-atleta que se entregou ao álcool representado pelo Rúben Gomes não me convenceu.

O enredo é interessante, fala de amor, família e dinheiro. A época retratada é outra mas os valores e os preconceitos continuam muito atuais. Não foi uma peça que me tenha aquecido o coração, mas vale sempre a pena ir ao teatro! Mesmo quando não me apaixono pelas peças ou pelos atores, não deixo de me sentir especial por tê-los ali tão perto a representar para mim. É maravilhoso! Também não entendo as pessoas que começaram a sair da sala quando o elenco ainda estava em palco a agradecer... nem queria acreditar!

28 fevereiro 2016

E esta noite deslumbrem-me!

Nicole Kidman em Balenciaga, 2007

Gwyneth Paltrow em Calvin Klein, 2007

Lupita Nyong'o em Prada, 2014

Emma Stone em Elie Saab, 2015




Coisas que dispensava enquanto conduzo (ii)


Pessoas que travam na autoestrada. Sem motivo! A autoestrada é aquela estrada em que podemos acelerar mais um bocadinho e a circulação costuma ser mais fluída. E depois, vamos a andar bem, sem obstáculos, sem trânsito e, ainda assim, há aqueles condutores que se lembram de pisar o travão de tempos a tempos. Não sei porquê! Só sei que travam, assustam os outros condutores (alguma coisa se deve passar, não é? não...) e quando damos por isso já está tudo a travar e o caos a gerar-se!

26 fevereiro 2016

Discriminação positiva

Pois que entro no site da Casa Batalha para me perder de amores por metade das suas peças e dou de caras com algumas promoções, nomeadamente numas pulseiras amorosas do Zodíaco:



E eis que reparo que, embora já não haja de todos os signos, das que há, todas custam 17.50€ menos uma que tem um desconto maior.
Que discriminação!
Mas das boas, porque calha a ser o meu signo e já aproveitei!

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25 fevereiro 2016

O que fica são as memórias!


Há três coisas no casamento que para mim são mesmo muito importantes*: o local da festa (check), o vestido de noiva (check) e o fotógrafo.

Quanto aos fotógrafos tinha três restrições: tinha mesmooooo de gostar do trabalho deles, tinham de ter um preço que eu pudesse pagar e tinham de ter disponibilidade para o nosso dia. Ora se conjugar as duas primeiras questões já não é fácil, a última foi uma restrição maior do que eu pensava.

Em termos do trabalho fotográfico, não queria daquele tipo em que os noivos e os convidados posam e eles disparam a máquina. Gosto de fotógrafos que trabalham para os clientes e não para os quais os clientes têm de trabalhar. Gosto de fotografias espontâneas, de momentos capturados, olhares sinceros. Gosto de fotografias com momentos de verdade.

Encontrei alguns fotógrafos que têm um trabalho muito em linha com o que eu gosto, sendo que uns deles me aqueceram especialmente o coração. O preço não era tão baixo como eu gostaria mas não era proibitivo. Problema: já não tinham a nossa data disponível. Oh, dor no coração!

Entretanto a irmã do meu Amor disse que tinha uns amigos que eram fotógrafos e que faziam um trabalho maravilhoso. Falou com eles e também eles não tinham a nossa data disponível. Oh raios! Isto vai ser um problema... mas então, os amigos dela enviaram-lhe um e-mail a dizer que tinham repensado e que queriam mesmo fazer o casamento do irmão e, se nós realmente quiséssemos, enviavam outra equipa para o casamento que tinham marcado e vinham fazer o nosso casamento. Fiquei radiante e pedi-lhe para nos enviar os contactos deles para eu ver o trabalho e falar com eles. Não queria acreditar quando percebi que os amigos da minha futura cunhada, os fotógrafos que tinham alterado a agenda para nos fotografar, eram os mesmos que eu queria desde o início!

Se isto não é um sinal, então não sei de mais nada!
Fechadíssimo! Já temos fotógrafo!

*claro que o mais importante é o noivo e o amor e o sim! 

24 fevereiro 2016

Memórias de uma adolescente parva


Andava eu no básico quando toda a gente começou a ter telemóvel. Sim, agora os miúdos nascem com um smartphone na mão, mas houve uma altura em que os telemóveis era uma grande novidade que se proliferou com grande rapidez. Os telemóveis eram grandes, tinham toques estridentes e o jogo da snake para minha alegria. Não tínhamos internet no telemóvel nem tarifários com chamadas e mensagens ilimitadas para todas as redes, mas havia tarifários todos modernaços, a pensar nos mais jovens que davam direito a uma data de mensagens grátis entre números da mesma rede.

E o que é que era mesmo giro? Dar toques a números aleatórios que fossem da mesma rede que nós. Eu era da Optimus então lá me punha eu a marcar 93 xxx xx xx e toma lá toque! E as minhas amigas faziam o mesmo nas respetivas redes. E de vez em quando lá vinha um toque de volta. Ou uma mensagem se a coisa corresse bem! E lá encetávamos conversa com a pessoa de lá. Lembro-me que a determinada altura o meu grupo de amigas manteve uma "forte amizade" com um grupo de rapazes de outra escola lá para os lados do Porto (já não me lembro bem da terra). Claro que os rapazes foram distribuídos de acordo com as redes que os nossos pais não iam na conversa de nos carregar os telemóveis a toda a hora!

Ah! Mais isso era um perigo! Vocês eram miúdas de 14 anos e podiam estar a falar com adultos que vos queriam fazer mal!
Pois era. Mas ninguém pensava nisso.
Era só giro ter com quem usar o telemóvel.
E verdade seja dita, se não fossem miúdos parvos do lado de lá, dificilmente aquelas conversas mantinham alguém com dois dedos de testa entretido!

23 fevereiro 2016

A resposta certa

Entrámos na loja para procurar outra coisa mas acabámos por parar ao pé das máquinas de café. Ainda não temos nenhuma em casa e queríamos comprar uma. Mas nem eu nem o meu Amor somos grandes apreciadores de café, bebemos apenas pontualmente ou quando precisamos mesmo muito, mas é daquelas coisas que dá jeito ter quando recebemos convidados. Por isso nem as Nespresso nem as Delta nos encheram as medidas, ficámos convencidos com o conceito das Dolce Gusto.

Uau, estamos em sintonia! Not so fast...
Porque enquanto o meu namorado se interessa pela tecnologia das máquinas, eu quero saber da aparência. Então a escolha dele era óbvia: ficamos com a que é touch e automática - Drop. Ou quanto muito a que é apenas automática (embora não touch, o que já lhe fazia um bocadinho de confusão) - Mini Me.


Já eu apaixonei-me pela mais básica de todas (manual e sem nenhuma tecnologia em especial) - Piccolo.

Então o meu namorado explicou-me o porquê de preferir a escolha dele. Recorreu à capacidade de depósito, ao touch, aos automatismos e bla bla bla. E depois perguntou-me porque é que eu preferia a outra. E eu, cheia de razão, expliquei-lhe: porque é fofinha e parece um pinguim! A que ele gosta parece um ET com um capacete e a outra alternativa não tem postura, com uma corcunda imensa. Nesse momento ele percebeu que aquela discussão não ia dar em nada, afinal de contas eu já estava  a personificar as máquinas e a partir daí tudo é possível!, e fomos embora sem máquina nenhuma.

Mais tarde mandei-lhe uma mensagem a perguntar que máquina é que ele queria.
Ele respondeu que me queria a mim.
E eu já não me importo com a máquina que vamos comprar.

22 fevereiro 2016

Lições que só percebemos mais tarde


Quando andei na escola, principalmente no básico e secundário, tive professores que não nos davam a liberdade de sentar onde queríamos, junto de quem queríamos. Tinham aquela mania irritante de nos sentar por ordem alfabética ou de acordo com outros critérios que lá arranjavam e que achavam geniais.

Eu detestava quando isso acontecia!
Ter de passar o ano letivo sentada ao lado de um colega com quem não tinha afinidade era um castigo para mim (que ainda por cima sempre gostei muito de conversar nas aulas).
Lembro-me perfeitamente de uma aula em que me sentaram na mesa da frente com um colega meu (mudaram-me de lugar para eu falar menos). Aquele colega não era de todo dos meus preferidos mas o pior era que se chegava tão perto de mim que eu sentia o respirar dele em mim quando nos virávamos para olhar para a professora durante as explicações. Tive de o chamar à atenção, obviamente!

Mas o que eu queria realmente lembrar era a resposta dos professores quando me queixava destas disposições na sala: "quando forem trabalhar também se terão de sujeitar a trabalhar com pessoas com as quais não têm afinidade".

E aquela resposta irritava-me sobremaneira! Até pode acontecer mas nessa altura também teria outra maturidade para lidar com essa situação. E, para além disso, porque é que nos tinham de castigar já?

Já conto com mais de oito anos de trabalho e trabalhar com pessoas de quem não gosto ainda é uma coisa que me chateia muito! Qual maturidade, qual quê? Felizmente não antipatizo com muita gente no trabalho... na verdade, tenho UMA pessoa de quem não gosto. E, claro, é com ela que me calhou fazer agora um trabalho. Ai, paciência, muita paciência.

21 fevereiro 2016

Inspirações para o cabelo

Quando escolhi o vestido de noiva, foi claro para mim que o cabelo teria de ir apanhado. O vestido tem umas costas muito bonitas com renda e alguma transparência que era um crime tapar! Antes de saber que ia escolher um vestido completamente diferente de tudo o que imaginei, sempre pensei em usar o cabelo meio solto, uma coisa mais para o descontraído. Mas assim, tive também de mudar de ideias quanto ao penteado.

Ainda não sei exatamente como vai ser (até porque ainda não comecei com as "provas") mas andei a inspirar-me na Bíblia das noivas (also known as Pinterest) e encontrei uma inspiração que vai de encontro ao que pretendo:



E também em versão meninas das alianças (mas com as mesmas flores da foto de cima):

20 fevereiro 2016

Larsson oh Larsson


A trilogia Millennium foi  do melhor que eu alguma vez li. Não os comecei a ler logo quando apareceram porque costumo resistir aos best sellers. Quando são demasiado populares tendo a torcer o nariz. Mas sabia que não podia resistir demasiado tempo a um livros que se chamam "Os homens que odeiam as mulheres", "A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo" e "A rainha no palácio das correntes de ar". Aqueles títulos chamavam por mim. E eu cedi. E foi a melhor decisão que tomei!

São três livros cheios de suspense, com um ritmo incrível e das melhores personagens de sempre. Não há como não nos apaixonarmos pela Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist! Mais, não dá para largar aquelas páginas porque há sempre qualquer coisa importante a acontecer e que queremos acompanhar. Li os três livros num ápice e quando terminei só queria ainda não ter começado para ter aquele prazer de leitura outra vez!

Infelizmente, o Stieg Larsson, autor desta trilogia, faleceu em 2004, não tendo assistido ao sucesso brutal que a trilogia teve. Só escreveu três livros desta coleção, mas já li que ele teria 10 livros planeados! E eu acabei de ler a trilogia com uma pena terrível de não haver continuação para aquela maravilha.

Até que no ano passado soube que o quarto livro ia ser lançado por um outro jornalista sueco (David Lagercrantz) e fiquei empolgadíssima! Por um lado era um grande risco: pegar numa coleção tão maravilhosa e tão aclamada e tentar dar-lhe continuidade é um grande risco para qualquer escritor, por outro lado, eu não queria saber dos riscos, só queria saber o que mais se tinha passado com aquelas personagens.

E então comprei o livro e atirei-me a ele. E passadas duas semanas recomecei o livro. E ia lendo um bocadinho cada dia mas sem aquele entusiasmo dos primeiros. Resumidamente: não é a mesma coisa. A primeira parte do livro, embora essencial é um bocado maçadora. Depois aparecem a Lisbeth e o Blomkvist e a coisa melhora bastante. Mas, ainda assim, apesar de ele ter mantido boa parte do carisma e do carácter das personagens, não é a mesma coisa.... deu para matar as saudades mas não consigo deixar de me sentir um bocadinho desiludida.

19 fevereiro 2016

It's Friday, I'm in love ​♫

Blusa da Mango, 19,99€

Coisas que dispensava enquanto conduzo


Estar parada no trânsito e ter o senhor do carro ao lado a limpar furiosamente o nariz com o dedo enfiado quase até meio!
Ok, sou capaz de estar a exagerar um bocadinho (até porque mal me apercebi virei logo a cara para não ter de continuar a assistir à cena) mas que foi mau, foi!

18 fevereiro 2016

O chamado "pôr-se a jeito"


Palavra de honra que não percebo o que é que passa pela cabeça dos velhotes que moram ou passeiam aqui na zona em que trabalho. Há uma estrada em particular que insistem em atravessar com o sinal vermelho, mesmo não havendo grande visibilidade para perceber se vem algum carro ou não!

Ontem voltei a assistir a uma travagem daquelas que até arrepia e, claro, a senhora apanhou um valente susto tal como todos em redor (incluindo os que já tinham gritado "cuidado" quando perceberam que ela ia atravessar a estrada. O melhor? Ainda reclamou com o condutor por vir muito depressa!

Se eu acho que todos nós devemos ter cuidado a atravessar a estrada e tentar respeitar as passadeiras e sinais (e mesmo assim às vezes há sustos), quando se trata de pessoas mais velhas e naturalmente com menor capacidade para darem uma corridinha se necessário para evitar um atropelamento (!) ainda mais cuidados deve haver. Mas não, parece que aqui a regra é outra... não entendo!

17 fevereiro 2016

Habemus vestido de noiva


Depois de termos onde casar, confesso que a minha grande preocupação era o vestido de noiva. Há muita coisa que pode falhar mas não o vestido! Como já vos disse, tenho sido uma noiva tranquila. Aliás, decidir que cinco meses chegam para preparar um casamento não é para qualquer noiva, pelo que me tenho apercebido.

Ora, comecei com os telefonemas para algumas lojas para fazer a marcação e quando me perguntavam para quando era o casamento e eu respondia o dia, frisando que era deste ano, havia um pequeno momento de pânico do lado de lá. "Mas COMO é que uma noiva é tão descuidada e deixa o vestido para a última hora? COMO?" Não perguntavam, assim, tinham cortesia na escolha das palavras, mas o tom de voz mostrava bem o que sentiam. E eu respondia do alto da minha calma, que até era das primeiras coisas que estava a fazer, tinha era decidido que não ia andar um ano a tratar do casamento. E lá fiz as marcações.

No primeiro dia, tinha marcado três lojas. Fiz o meu trabalho de casa e fui com algumas referências já escolhidas de cada site, para orientação.

Chego à primeira loja e começamos com o pé esquerdo porque o vestido que eu mais tinha gostado no site já não havia. Tenho a certeza que a minha cara revelou todo o desagrado com a notícia mas já que ali estava ia experimentar alguns do mesmo género. Devo confessar-vos que achei divertidíssimo andar naquele veste e desfila. Tive a sorte de todos os vestidos que experimentei serem o meu número (assim não tive de andar nem com molas a apertar, nem com metade das costas desapertadas por não conseguir fechar) o que deu para ter uma ideia clara de como ficava com cada modelo.

Comecei por experimentar dois do mesmo género, A-line, que era a ideia que mais me agradava. Mas não estava a sentir elegância suficiente. Então resolvi experimentar um com a cintura mais descida, que já me agradou mais um bocadinho, e outro desse género que me fazia uma silhueta bonita. Como estava a ser rápido, antes de ir embora pedi para experimentar um vestido tipo sereia, só para ter a certeza que não queria nada daquilo. Este tipo de vestido, justinho e tal, nunca me chamou a atenção e era o único estilo que JAMAIS me imaginaria a usar. Mas dizem que devemos experimentar todos os tipos porque cada corpo é um corpo e depois temos surpresas e bla bla bla, então resolvi experimentar. E aquele ficava-me muito bem! Não gostei particularmente daquele vestido, mas sabia que tinha chegado à silhueta que mais me agradava. Seria possível? Aquilo que eu NUNCA quis é o que eu agora mais gosto?

Fomos para a segunda loja com um estado de espírito completamente diferente. Eu que tinha vindo com tantas certezas agora era toda admiração com o que estava a preferir. Quando lá cheguei, disse que as referências que tinha tirado da net não iam ser usadas porque afinal queria uma coisa completamente diferente. E ela lá escolheu alguns dentro do que eu pretendia. Experimentei o primeiro e... não sei explicar. Não era a Cat a experimentar vestidos de noiva. Eu era a NOIVA CAT com o meu vestido de noiva. E assentava que nem uma luva! Se me quisesse casar no dia a seguir podia porque nem bainha precisava. Era o meu número, assentava na perfeição! As minhas amigas, a minha mãe, a minha futura sogra, todas levantaram a placa com a nota mais alta (sim, havia placas para classificar os vestidos!) e nem precisavam porque o meu sorriso dizia tudo.

Ainda experimentei mais dois mas no fim voltei a vestir o primeiro. As minhas amigas cantarolaram a marcha nupcial. Eu chorei. Abracei a minha mãe e fiquei com o vestido.

16 fevereiro 2016

Entretanto na catequese


"Cat, sabes qual é a minha parte preferida da missa? Quando o padre lancha."
Ai como eu adoro o primeiro ano!

15 fevereiro 2016

Trabalhar depois do clássico


Eu sou uma benfiquista muito benfiquista. Não, eu preciso explicar melhor o conceito de benfiquista. Não vejo todos os jogos, não vou muitas vezes ao estádio, não devo saber o nome de todos os jogadores, não conheço as táticas nem sequer sei perceber se fomos realmente os melhores jogadores em campo. Mas sei sempre que o Benfica joga e torço com muita força para que ganhe, faço questão que todos saibam o meu clube, choro quando perdemos jogos importantes e choro quando me emociono com grandes vitórias. E acho que somos sempre os melhores e merecemos sempre ganhar. Mesmo quando não merecemos.

Dito isto, é esta a benfiquista muito benfiquista que eu sou. E como sei dizer que não sou uma entendida em futebol também não entro em discussões. E quando me perguntam o que achei de uma jogada ou um resultado terão sempre o meu "o Benfica é o maior".

Mas por algum motivo, toda a gente parece achar muita piada meter-se comigo em discussões clubísticas. Se calhar porque não me calo e acabou por arranjar teorias muito pouco sustentadas no que é habitual para explicar porque é que o Benfica é mesmo o maior.

E dias como o de hoje, não são fáceis. Porque ainda não aconteceu mas eu já sei o que aí vem porque conheço bem os meus colegas de trabalho: não tardam a entrar por aqui com cânticos e sorrisinhos irritantes e a perguntar como foi o fim de semana (sim, porque apesar do tempo miserável foi um fantástico fim de semana!) e blá blá blá.

E sim, o título não está completo.
Trabalhar depois de um clássico não é mau.
Mau é trabalhar depois de perder um clássico...

14 fevereiro 2016

O dia do Amor



Durante muitos anos, o dia dos namorados foi uma verdadeira pedra no meu sapato. Lembro-me de ter sido uma adolescente muito apaixonada. Vivia grandes amores não correspondidos, sofria, fazia planos, escrevia poemas cheios de corações destroçados. Quando era correspondida, curiosamente, percebia que não era bem aquilo que eu queria e partia para outra. Mas o normal era ter paixões assolapadas por rapazes mais velhos que olhavam para mim com ar de "oh, que querida" e que me faziam suspirar e encher páginas e páginas do meu diário. Uma pirosona, eu sei.

Quando cresci, deixei de sofrer de paixonice crónica, mas mantive aquela raivinha inexplicável pelo dia que fazia lembrar os solteiros da sua solteirice. Pelo menos a mim lembrava-me e chateava-me. Então era um dia em que me dedicava e enfardar doces com as minhas amigas solteiras, passear, rir, tentar ignorar os parzinhos-de-mãos-dadas-armados-em-mete-nojo.

E quando comecei a namorar, já lá vão mais de cinco anos, disse desde início que era dia que não comemoraríamos porque me fazia comichão. Agora já não faz. Continuo a não comemorar o dia, mas reconheço que não faz mal nenhum haver um dia dedicado à celebração do Amor. E para amar, graças a Deus, não precisamos de namorado; precisamos de família ou de amigos. Então que se festeje o Amor, hoje e sempre! Todos os dias são bons para amar. Para jantar fora ou fazer um programa diferente, há dias bem melhores que hoje que está tudo lotado e os preços inflacionados, mas cada um sabe de si!

12 fevereiro 2016

Nem tudo são facilidades


Fui pedida em casamento no final do ano e marcámos a grande data para o primeiro semestre de 2016. Não é exatamente o que costuma acontecer. Por norma os casamentos levam cerca de um ano a ser planeados e nós teremos cinco meses. Porquê? Porque é que temos tanta pressa em casar? Não temos! Primeiro, tal como vos contei, o dia que escolhemos é um dia especial para a nossa relação. Segundo (e também muito importante) não quero de forma nenhuma que esta fase de preparação do casamento se torne um rol de dramas e indecisões. Não tenho perfil para estar um ano a ver todas as opções e mais algumas, a ter dúvidas, a ver novamente, a enervar-me e coiso e tal. Se é para casar, é para casar!

Ora, uma das grandes dificuldades que enfrentámos por estar a preparar as coisas "em cima da hora" é que a disponibilidade de fornecedores não é a mesma. Quintas lotadíssimas, fotógrafos sem agenda, caterings indisponíveis, e o drama do vestido de noiva que vos contarei noutra ocasião.

Uma vez que escolhemos casar num Palácio, tivemos de contratar o catering à parte. E não foi fácil conjugar o que queríamos: disponibilidade para o nosso dia, um preço que pudéssemos pagar, bom gosto e boas ementas, o máximo de serviços incluídos e referências.

As opções não eram muitas e nenhuma reunia todos os requisitos. Acabámos por fechar contrato com uma empresa pequena e relativamente recente de um casal que já trabalha na área há muitos anos mas que se está a lançar agora por conta própria. E o que é que nos falta? As referências... ninguém que conhecêssemos já tinha trabalhado com eles nem havia muita informação na net. O que fiz foi ligar para alguns dos espaços que já trabalharam com eles que nos disseram que achavam que eles eram bons. E foi nesta dúvida que assinámos o contrato para o catering do nosso dia. Entretanto, temos estado a trabalhar nos detalhes, nos elementos de decoração que queremos, nas ementas e cada vez mais me convenço que fizemos uma ótima escolha. Mas só depois do casamento podemos afirmar com certeza!

E não se zanguem, eu sei que não estou a dar muitos detalhes mas prometo que, passado o grande dia, vos conto onde foi, com quem foi, como foi, em que dia foi, o que recomendo, e tudo, e tudo, e tudo. Para já, ficam as experiências!

11 fevereiro 2016

Picas acidentais


Aposto que nem toda a gente que leia o título do post vai perceber de que "picas" estou eu a falar. Mas é mesmo dos "picanços" entre carros! Pois é, meus amigos, espantem-se mas aqui a vossa Cat entrou numa destas disputas! Sim porque eu sou a agressividade em pessoa quando conduzo e gosto mesmo é de grandes velocidades e desafios no asfalto. Ou não. Pelo contrário. Mas deixem-me contar-vos o que aconteceu.

Ia eu a caminho de casa depois de um dia de cão, a uma velocidade comedida. Chegamos a uma parte em que há uma saída à direita, para o destino que eu pretendo, saída esta com duas vias de trânsito. Eu segui o meu caminho, pela direita, com uma velocidade constante, sempre acompanhada por um BMW na via à minha esquerda. Qual não foi o meu susto quando este se atira para a minha frente, fazendo uma razia incrível que me obrigou a pôr o pé a fundo no travão e aí se mantém, sem ninguém à sua frente, e segue marcha a uns 30km/hora!

Eu fiquei tão assustada que durante alguns segundos só pensava "mas isto acabou mesmo de acontecer?". Juro que não estava a perceber o porquê daquela atitude quando ambas as vias estavam desimpedidas. Mas nem me deu para o ultrapassar logo porque estava a tentar entender porque é que para além daquela estupidez ainda estava a pisar ovos à minha frente.

Como entretanto voltou a haver uma bifurcação, cada um seguiu o seu caminho. Quando, em casa, contei a minha aventura é que o meu irmão me explicou que o tipo se devia ter picado comigo porque devia achar que eu estava a acompanhar a velocidade dele, à direita, de propósito para ele não me ultrapassar e que ainda por cima sendo eu uma miúda, isso era coisa para ferir o ego de certos anormais que conduzem.


10 fevereiro 2016

Das vergonhas desnecessárias


Sempre que tenho problemas com sapatos vou sempre ao mesmo sapateiro. É dum casal super simpático e competente, que tem sempre um sorriso na cara para quem lá passa e que, ainda para mais, são os pais de uma amiga minha.

A questão é que sempre que vou ao sapateiro morro de vergonha. E porquê? Porque quando preciso de capas para uns sapatos, ponho-os de parte para depois levar ao sapateiro. E quando umas sabrinas começam a descolar, arrumo-as ao pé do primeiro par para quando lá for. E quando as botas precisam de uma meia sola, vão para o monte. E por aí vai...

E a determinada altura, já não tenho assim tantas opções para calçar mas tenho o saco para levar ao sapateiro a abarrotar! E lá vou eu, como neste fim de semana com sete pares de sapatos! E ele já se ri porque eu faço sempre o mesmo... e eu faço o sorriso envergonhado do costume e prometo que da próxima vez será diferente. Nunca é.

09 fevereiro 2016

Oh yeah!




Nunca fui muito à bola com o Carnaval.
Continuo a não achar graça.

Mas há tolerância de ponto. Afinal adoro este dia!

08 fevereiro 2016

Afinal as vontades foram outras!


Tinha-vos contado que andava cheia de vontade de fazer umas belas asneiras alimentares. Há alturas assim! E Sábado começou como prometido, com um belo pequeno almoço caseiro, recheado com muita nutella. Uma verdadeira bomba!

Ao jantar teria a prometida francesinha e mal podia esperar. Estava tudo combinado com o meu noivo (que giro usar esta palavra!), o meu irmão e os meus pais. Mas eram perto das 19h quando o meu mais que tudo me liga e diz que foi a nossa casa e está lá com um dos meus melhores amigos e estão à minha espera para lanchar. A namorada dele também lá ia ter para estarmos todos juntos um bocadinho. Não me apetecia nada sair de casa (estava em modo enroscado no sofá) e muito menos lanchar antes da francesinha, mas lá fui... e quando lá chego, estão os dois na cozinha a cozinhar um jantar para as noivas (sim, o meu amigo casa-se um mês depois de mim!). E eu fico aparvalhada porque nós já tínhamos um jantar marcado! Mas parece que não... estava já tudo combinado com os meus pais e com o meu irmão para eu não desconfiar da surpresa!

Fui bem apanhada. Não comi francesinha mas em contrapartida tive direito a trouxas de queijo de cabra e mel, uma cataplana de peixe e marisco e bolinhos de chocolate e morangos. Um luxo, uma delícia! Parece que o meu namorado, agora também o meu noivo, futuro marido, ainda sabe fazer umas belas surpresas. Não podia pedir mais!

06 fevereiro 2016

Vontades


Estou em dieta. Bem, estou em meia dieta: porto-me bem durante a semana e estrago-me ao fim de semana. O resultado ainda assim é positivo, vai-se perdendo um bocadinho de peso todas as semanas ou, quanto muito, o efeito é neutro.

Entretanto o meu irmão e o meu namorado resolveram juntar-se a mim por isso estamos todos no mesmo barco. Mas esta semana estamos todos cheios de apetites. Há dias mais difíceis e nestes últimos só nos apetece comer porcarias.

E já decidimos há dias o cardápio de hoje: croissants com nutella para o pequeno-almoço e uma francesinha para o jantar. Qual dia da asneira, qual quê? Dia da desgraça! Isso sim!

04 fevereiro 2016

Trade-off


Este ano comecei a vir de carro para o trabalho (sim, sempre me decidi). A comodidade é mesmo outra coisa! Sobretudo por me livrar do metro na hora de ponta que era mesmo dos períodos do dia mais stressantes para mim: não sei lidar com a invasão do meu espaço pessoal nem com as discussões sobre quem é que tem de dar um jeitinho para alguém sair nem com os maus cheiros logo de manhã. Deixar de ter esse martírio é uma alegria. Claro que, por outro lado, tenho de enfrentar o trânsito que também não é a maior calmaria do mundo, mas nem tudo pode ser bom, não é verdade?

À hora de saída, como saio a horas pouco decentes, tudo parecem benefícios: deixo de ter a insegurança de andar na rua e em transportes a horas tardias, deixo de ter de esperar imenso tempo por transportes e, como já quase não há trânsito demoro metade do tempo a estar em casa.

Mas aquilo que ainda não consegui resolver é o tempo de leitura. Durante anos habituei-me a reservar o tempo que passava em transportes para a leitura e agora que esse tempo deixou de existir ainda não encaixei esta minha paixão em tempo nenhum. Vou lendo uma ou outra página quando me lembro e quando posso mas a verdade é que passou-se janeiro inteiro e ainda não acabei de ler o primeiro livro do ano.

03 fevereiro 2016

Sucumbi às redes sociais


Eu, Cat, Blogger, sucumbi à pressão das redes sociais. Claro que eu Cat, não blogger, há muito que já sou uma aficionada das mesmas, mas comecei a sentir uma certa pressão para ter contas associadas ao blog.

Hoje em dia, há imensas interações promovidas por bloggers que fazem com que as contas nas redes sociais comecem a ser importantes. Lembro-me, por exemplo, que neste Natal, quis participar numa troca de presentes entre bloggers, tipo amigo secreto. Na altura, a blogger promotora perguntou-me se eu tinha conta de Facebook ou Instagram e... não, não tinha. Apenas o blog. Não sei se foi por isso ou não mas a verdade é que não fui encaixada na troca de presentes.

Também há imensas bloggers a promoverem passatempos através dos blogs para os quais é requisito seguir-se as páginas do facebook, o que me impede de participar.

A verdade é que as coisas evoluem e a blogosfera já não é tão simples como era antigamente, quando há mais de dez anos fiz o meu primeiro blog. Quer dizer, pode continuar a ser simples, claro! Mas há tantas coisas que podemos aproveitar deste mundinho virtual que é uma pena continuar de fora!

Assim sendo, resolvi-me a criar, para já, um perfil no Instagram e outro no Facebook. Os links estão abaixo e estarão em permanência ali na barra lateral à vossa disposição. Convido-vos a fazerem parte da minha rede! Prometo tentar atualizar com regularidade!

02 fevereiro 2016

A busca pelo local perfeito


Acho que não há locais perfeitos para um casamento. Mas há sítios que nos enchem o coração de alegria e de certezas! Connosco foi assim...

Contactei imensas Quintas. Muitas delas já não tinham o dia que pretendíamos. Foi logo a nossa primeira triagem. Às que tinham o nosso dia disponível pedíamos sempre que nos mandassem as ementas. Com a informação das ementas e preços, as fotografias disponíveis, os feedbacks de outros noivos em alguns fóruns, fizemos nova triagem para visitas.

No total visitámos sete espaços. Visitámos algumas quintas que, embora muito bonitas, nos pareciam fábricas de fazer casamentos e não era bem isso que procurávamos. Queríamos um sítio diferente, com personalidade.

Uma das quintas era linda e deixou-nos muito tentados. Tinha um ambiente acolhedor, decorações com bom gosto, uma ementa bastante completa, sítios lindos para ensaios fotográficos, e um preço aterrador (literalmente... já disse que é tudo caríssimo)?

Mas depois visitámos um espaço mais inesperado. Não uma quinta mas um Palácio. Um edifício municipal da segunda metade do século XVII com um carisma inacreditável. Tem um espaço brutal, todo rodeado por jardins e árvores de fruto. E o Palácio é tão bonito... os tectos pintados, as salas todas diferentes, os claustros, os jardins... e já vos disse que é um PALÁCIO? Mas claro que tinha de ter um senão... para além do aluguer ser só do espaço (teria de me preocupar com o catering à parte) o salão principal só tem capacidade para 130 pessoas...

Ainda assim, como a nossa lista de convidados não é muito maior que os 130, ficámos decididos. Há amores assim, que batemos o olho e não conseguimos mais desviar o olhar. E este foi o caso. Alguma solução havemos de arranjar! Agora é investigar caterings e marcar a igreja!




01 fevereiro 2016

Arte


Na sexta-feira passada fui ao teatro. Fui ver a peça Arte que está em cena no Teatro Tivoli até 28 de fevereiro, interpretada pelo João Lagarto, o Vítor Norte e o Adriano Luz. Trata-se de uma reposição uma vez que, há mais de dez anos, esta mesma peça foi apresentada em Portugal por outros atores (José Pedro Gomes, António Feio e Miguel Guilherme), com um sucesso brutal.

O mote da peça é simples: há um grupo de três amigos de longa data e um deles compra um quadro. Uma tela branca, com riscas brancas. E é esta tela que leva ao desenrolar de toda a trama, com uma discussão exaustiva sobre a mesma, os diferentes gostos, e uma zanga que os leva dizerem tudo o que pensam uns dos outros.

Confesso que não fiquei fã. O texto é interessante mas esperava que houvesse mais exploração do ponto de vista de cada um deles sobre o que viam e interpretavam da tela. E, sabendo que se devia tratar de uma comédia, não lhes achei assim tanta graça. Principalmente ao Vítor Norte. Achei que ele esteve muito mau, a personagem que criou não era nada credível e nunca me convenceu nem da "intelectualidade" dela nem que podia pertencer àquele grupo de amigos. Vamos ser francos, ele não me convenceu em geral...

E depois fui ao Youtube e percebi que existem vídeos da primeira peça (José Pedro Gomes, António Feio e Miguel Guilherme) e gostei mais dessa versão! Havia mais química, pareciam mais um grupo de amigos que discordam uns dos outros. Acabam por ter mais graça, pelas expressões, as entoações... apenas uma ressalva para o João Lagarto que tem mais jeito para ser um amigo rabugento que o José Pedro Gomes! E o Adriano Luz que foi quem me fez rir mais numa altura em que descreve um telefonema com a mãe. No final do dia... fico sempre feliz de ir ao teatro, ainda que não tenha saído de lá muito convencida com a peça!
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